Essa semana eu recebi uma cliente no escritório que tinha uma ideia muito boa.
Daquelas que realmente ajudam pessoas.
Era necessária, fazia sentido, tinha potencial.
Mas ela não conseguia colocar em prática.
Conversando mais profundamente, ficou claro que o problema não era a ideia.
Ela sabia que era boa.
O medo dela era outro:
- Medo de começar.
- Medo de se expor.
- Medo de tentar algo novo.
Mas, sendo muito honesta, na maioria das vezes não é da ação que a gente tem medo.
É da reação.
Do que vão dizer.
Do olhar atravessado.
Da crítica disfarçada de “só estou tentando ajudar”.
Da sensação de não ser aprovada.
A gente não tem medo de fazer. A gente tem medo de como vai se sentir depois do julgamento.
E, para evitar isso, a gente:
- diminui o passo.
- se explica demais.
- pede validação antes mesmo de agir.
- ou simplesmente não faz.
Só que existe um ponto importante aqui.
Se você não conhece as suas próprias forças, qualquer crítica te desmonta.
Quando você sabe quais são as suas qualidades, quando reconhece onde você é boa, quando entende o que já construiu até aqui, você passa a filtrar melhor o que escuta.
Porque nem toda crítica é verdade.
E nem todo elogio é saudável.
Às vezes você vai receber crítica exatamente sobre aquilo que é o seu melhor. E cabe a você, como adulto, analisar o que chega.
Perguntar:
- Isso faz sentido?
- Isso é meu?
- Isso contribui ou só tenta me encolher?
Crescer também é aprender a filtrar.
É sustentar quem você é, mesmo quando o outro não entende.
É dar pequenos passos na direção do que você quer, mesmo com medo.
É aceitar que não vai agradar todo mundo e seguir assim mesmo.
Coragem não é ausência de medo.
É ação alinhada com quem você é.
E isso começa por dentro.
Quando você se conhece melhor, quando reconhece suas forças, quando organiza seus pensamentos e emoções, a aprovação ou a reprovação perdem o peso exagerado que tinham.
Se quiser aprofundar esse processo, experimente criar uma linha do tempo da sua vida, de cinco em cinco anos.
Escreva os pontos altos e os pontos baixos.
Observe padrões.
Reconheça suas forças nos momentos difíceis.
Perceba o quanto você já enfrentou e superou.
Use papel e caneta. Dê esse tempo a você.
E se quiser organizar essas reflexões com mais estrutura, no Hooy você encontra os Ciclos Educacionais e o Minhas Experiências, que ajudam muito nesse processo.
Seguimos juntos,
um passo de cada vez.
Com carinho, Flora do Hooy 💛
